MENTE E MATA!

por Chico Alencar; com Charge de Du

Reprodução - internet / Charge de Du
A cadeia de mentiras foi proferida no dia em que o Brasil atingiu o recorde trágico de 3.158 mortes por Covid. E em que houve, após uma semana, a posse "privada", clandestina (?), do 4º ministro da Saúde (que continuará sendo Bolsonaro).

(o jogo sujo dos 7 erros em 4 minutos de tv e rádio)

Em meio a panelaços e gritos de repúdio, um antipresidente da marcha a ré pública apareceu, em cadeia nacional, para dizer – em leitura sofrível e insegura – que:

1 – “sempre fui a favor das vacinas”! Ele que disse que não compraria “as chinesas” e que não se vacinaria;

2 – “fiz tudo para proteger a população”. Ele que aglomera, despreza a doença, desacredita da Ciência;

3 – “as vacinas estão chegando em grande quantidade, serão 500 milhões até o fim do ano”. Ele cujo governo anunciou ontem mesmo a redução de 10 milhões de doses prometidas. Ele que só comprou 10% da cobertura da população em vacinas da Covax (OMS), quando podia adquirir 50%. Ele que nem respondeu à Pfizer, quando esta ofereceu imunizantes, em agosto do ano passado;

4 – “O Brasil é dos que mais vacina, estamos em 5º lugar no mundo”. O país vacinou, até agora, apenas 6% da população com a 1ª dose, e 2,5% com a 2ª. Além disso, na proporção população/imunização, estamos em 72º lugar no planeta;

5 – “meu desafio era enfrentar o vírus e o desemprego”. Ele que minimizou o vírus “gripezinha”, previu no máximo mil mortes e ostenta, em sua nefasta gestão, o recorde de 14 milhões de desempregados, além da inflação descontrolada;

6 – “o Brasil será logo produtor autossuficiente de vacinas, inclusive dos insumos”. Ele que enfraquece a pesquisa e compete, mediocremente, com a “paulista” Butantan e com a “carioca” Fiocruz, que dependem de matérias primas importadas;

7 – “muito em breve retomaremos a vida normal”. Ele que finge desconhecer que a devastação continuará por bom tempo, por causa do seu desgoverno. Ele que é, ele sim, a maior anormalidade na vida brasileira em toda a República. Tomara que acabe, muito em breve!

A cadeia de mentiras foi proferida no dia em que o Brasil atingiu o recorde trágico de 3.158 mortes por Covid. E em que houve, após uma semana, a posse “privada”, clandestina (?), do 4º ministro da Saúde (que continuará sendo Bolsonaro).

Dia em que o ministro Marco Aurélio, do STF, negou o pedido do Insano para suspender medidas de isolamento decretadas por governos estaduais – ação inepta que, aliás, ia na contramão de todas as afirmações mentirosas que o Anômalo proclamou, debochando da dor de milhões.

Charge de Du

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