LULA, CANDIDATO DO “CENTRO”?

por Milton Temer

Reprodução - internet
Se Lula tiver êxito nessa reprodução farsesca da “conciliação de classes” que nos levaou à desmobilização e despolitização de movimentos sociais, sindicatos e até partidos que se opuseram, antes, de forma constante contra a implantação do mandarinato tucano de FHC, a esquerda combativa não tem outra alternativa.

É o que se pode deduzir a considerar duas simbólicas colunas publicadas hoje no boletim da direita mais reacionária do País.

NUMA PONTA, a indefectível Miriam Leitão, porta-voz da linha Itau/Rede Globo, que se contrapõe aos métodos e retórica da política malthusiana do governo Bolsonaro, embora se empenhe no aprofundamento das contra-reformas anti-sociais.

NA OUTRA PONTA, com espaço garantido na página nobre de Opinião, o insuspeito Secretário de Imprensa do governo Dilma, que não tem papas na digitação para sugerir aos membros do PT, ainda relacionados com a linha programática original do Partido, a entubarem as movimentações de Lula no sentido de se reconciliar com os que defenestraram Dilma e o mantiveram encarcerado por denúncias de corrupção produzidas pela quadrilha inquisitorial de Curitiba.

NÃO FAÇO JUÍZO DE VALOR. Apenas reproduzo ambas para conclusões que considero fundamentais. Se Lula tiver êxito nessa reprodução farsesca da “conciliação de classes” que nos levaou à desmobilização e despolitização de movimentos sociais, sindicatos e até partidos que se opuseram, antes, de forma constante contra a implantação do mandarinato tucano de FHC, a esquerda combativa não tem outra alternativa.

UM NOME DE EXPRESSÃO NACIONAL, que tenha se destacado no combate e na organização da resistência ao regime rentista-militar-miliciano, tem que ser apresentado como alternativa de liderança, na condição de porta-voz, de uma Frente de Esquerda que não tema se afirmar como Anticapitalista. Com uma alternativa de programa que se marque pela contestação de tudo o que vem sendo feito pelo desmantelamento do Estado, através das contra-reformas anti-sociais e da ´privatização dos bens públicos. E com uma proposta radical de reformas estruturais que entrem em choque com o que vem sendo ditado pelo grande capital e seus acólitos.

UM NOME QUE, superados os combates imediatos pela solução das tragédias sociais e sanitárias da política nefasta do governo Bolsonaro, e por seu afastamento, seja o pré-candidato à sua sucessão na Presidência da República.

Eu já tenho o meu. Em breve, eu conto.

Luta que Segue!!

Publicação Original