Os números da tragédia Bolsonaro

por Gustavo Gindre; Com vídeo

Reprodução – internet

2019 – Primeiro ano do governo Bolsonaro

(1) – Ao final de 2019, eram 47,4 milhões de trabalhadores sem direito a férias, adicional de férias, 13°, fundo de garantia, etc. O maior percentual de trabalhadores informais desde a aprovação da Constituição de 1988:

* 9,5 milhões de trabalhadores por conta própria, registrados como MEI.
*19,4 milhões também trabalhavam por conta própria, mas não eram registrados.
* 2,3 milhões ajudavam em algum negócio familiar e não estavam registrados.
* 16,2 milhões de pessoas trabalhavam como empregadas de alguém (incluindo empregadas domésticas), mas não possuíam a carteira assinada.

(2) – 11,9 milhões de pessoas desempregadas.

(3) – 4,9 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego. Este é o valor mais alto desde que esse número passou a ser medido, em 2012.

(4) – O desemprego aumentou para pessoas que ganham acima de 2 salários mínimos. Em 2019 o saldo foi negativo em 492 mil postos de trabalho.

(5) – O PIB cresceu 1,3% em 2017 e 2018 e recuou para 1,1% em 2019.

(6) – Em termos per capita, o crescimento do PIB foi de apenas 0,3%.

(7) – O dólar fechou 2019 em R$ 4,01 contra R$ 3,87 na posse de Bolsonaro.

(8) – A participação da indústria no PIB brasileiro recuou para o mesmo percentual de 1947 (11%).

(9) – O Brasil torrou US$ 17,84 bilhões de suas reservas cambiais, finalizando o ano com US$ 356,88 bilhões em caixa (o menor valor desde a crise de 2015).

(10) – Recorde histórico de saída de capital estrangeiro da Bolsa de Valores de São Paulo, com saldo negativo de R$ 44,5 bilhões ao longo do ano.

(11) – Não residentes no Brasil diminuíram sua participação nos títulos da dívida pública federal, de 11,22% (ao final de 2018) para 10,43% (ao final de 2019).

(12) – A menor taxa de investimento ( Formação Bruta de Capital Fixo / PIB) desde 1967. Essa taxa mede a quantidade de investimento dos empresários em capital fixo como máquinas e imóveis.

(13) – Queda de 2,5% nas exportações em comparação com 2018.

(14) – O superávit comercial de 2019 foi 20,5% menor do que em 2018.

(15) – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, CEF e a filial brasileira do Santander tiveram, em 2019, os maiores lucros de suas histórias.


2020 – Segundo ano do governo Bolsonaro

(1) – O real é a moeda que mais se desvaloriza no planeta.

(2) – As importações em agosto caíram 25,1% em relação a agosto de 2019. A maior queda da série histórica.

(3) – Queda de 2,5% (corrigida) no PIB do primeiro trimestre.

(4) – Queda de 9,7% no PIB do segundo trimestre. É a maior queda desde que foi criada a série histórica por trimestres, em 1996.

(5) – De janeiro a agosto, US$ 15,2 bilhões em investimentos estrangeiros deixaram o país. A maior quantidade desde o início da série histórica, em 1982.

(6) – De janeiro a agosto, US$ 87,3 bilhões de recursos estrangeiros deixaram a Bovespa. O valor em 2020 é o maior desde o início da série histórica, em 2008.


EXTRA

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Sobre o professor

Jornalista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com pós-graduação lato sensu em Teoria e Práxis do Meio Ambiente (ISER) e mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Conselheiro eleito pelo terceiro setor para dois mandatos no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br): 2004-2007 e 2007-2010. Foi Special Adviser do Multistakeholder Advisory Group (MAG) do Internet Governance Forum (IGF) da Organização das Nações Unidas (ONU). Foi membro da Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e do Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Fellow da The Ashoka Society e integrante do Coletivo Brasil de Comunicação Social – Intervozes. Foi coordenador de jornalismo do Curso de Comunicação da Universidade Gama Filho (UGF) e diretor do curso de Comunicação Social da Universidade Cândido Mendes (UCAM). Atualmente é professor convidado da curso especialização em Comunicação e Saúde da FIOCruz. Especialista em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual, lotado na Agência Nacional de Cinema (Ancine). 
(Texto informado pelo professor, reproduzido da plataforma Lattes)


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