O Brasil virou um grande Jairinho

por Alceu Castilho

Reprodução - internet
Jair e Jairinho compõem as máfias que chegaram ao poder Legislativo, depois ao Executivo e comandam o país. Com pleno aval do mercado. E quem expressa o aval do mercado é a mídia.

O Brasil virou um grande Jairinho. Jairinho, o jovem mafioso (isso que insistem em chamar de miliciano) preso no Rio, o homem que tortura crianças.

A sociedade brasileira está sendo torturada. E mal consegue assimilar isso, não consegue contar para si mesma, sob trauma, que está sendo torturada.

Em grande parte porque Jair e Jairinho têm uma máquina de manipulações a seu favor. Cada um em sua escala. Eles fazem o que fazem porque têm cúmplices.

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Jair e Jairinho compõem as máfias que chegaram ao poder Legislativo, depois ao Executivo e comandam o país. Com pleno aval do mercado. E quem expressa o aval do mercado é a mídia.

Um rápida olhada na lista de empresários que aplaudiram Bolsonaro (aplaudiram a morte), ontem, mostra uma extraordinária presença de donos de meios de comunicação.

Estavam lá João Carlos Saad (Band), Rubens Menin (CNN), João Camargo, do grupo Camargo de Comunicação (várias TVs e rádios), Tutinha Carvalho (Jovem Pan), José Roberto Maciel (SBT) e Candido Pinheiro (Hapvida), este também dono de TVs no Nordeste.

Ah, sim: o anfitrião Washington Cinel (da segurança privada à produção de arroz no Paraguai) foi um dos fundadores do Terra Viva, canal do agronegócio hoje totalmente controlado pela Band.

Eu escrevi SBT, acima? Sim, escrevi SBT. Não à toa, um dos ministros a tiracolo de Bolsonaro era Fábio Faria, o chefe das Comunicações, o genro de Silvio Santos.

Sim, a reunião tinha um núcleo de banqueiros (André Esteves, Trabuco), um núcleo da medicina privada e sabujos de outros setores. Mas não subestimem a mídia — jamais.

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Sigam o dinheiro. E sigam as antenas.

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