ELEIÇÃO DE 2018 FOI ROUBADA

por Samuel Braun; com Charge de Dumont

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Como deixar de fora dos livros (que as futuras gerações lerão) que inventaram até um neologismo, pedaladas, para afirmar uma suposta ilegalidade num procedimento usual de gestão fiscal, cuja normatização é uma farsa de nível terraplanista?

Hoje está sacramentado, oficializado, direto pros anais e pros livros de história, que A ELEIÇÃO DE 2018 FOI ROUBADA.

Uma fraude sem precedentes golpeou o processo eleitoral, retirando o líder das pesquisas dias antes do pleito, elegendo seu adversário e assumindo cargos no governo.

Toda a desgraça que passamos desde então podia ser evitada. Quanto sangue há nessas mãos! Quanta fome, quanta morte, quanto retrocesso!

Tudo isso porque a direita cansou de perder pra esquerda nas urnas. Cansou da democracia. Foi pro tapetão. O moralismo udenista foi motriz, mas o liberalismo econômico foi fundamental para possibilitar toda a obra.

Como deixar de fora dos livros (que as futuras gerações lerão) que inventaram até um neologismo, pedaladas, para afirmar uma suposta ilegalidade num procedimento usual de gestão fiscal, cuja normatização é uma farsa de nível terraplanista?*

Ou o que é a legislação fiscal e orçamentária atual senão a descrição de que os rios correm do mar pro alto dos montes?

Não é sem motivo que a maior grita contra a restauração histórica (mesmo que parcial) feita hoje venha justamente dos que professam a religião da austeridade.
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* Dilma fez algo que a intuição de um ser civilizado manda: adimpliu com as obrigações sociais constitucionais do Estado, com os recursos disponíveis. Infelizmente ela não tinha conhecimento, nem teve quem a ela levasse, que sua medida punha em xeque as regras dos prepostos do mercado que dizem, na legislação fiscal, que é o sol que gira em torno da Terra.

Sua defesa seria outra se ao grande público fosse levado que era uma questão entre (A) um formalismo picareta que diz que o dinheiro brota do nada, e não da CUT no BC, versus (B) um gasto constitucionalmente previsto que só tinha efeitos econômicos positivos. Não é a toa, portanto, que até hoje seus adversários mais honestos dizem que ela nada roubou, nada fraudou. Não havia nada que subsidiasse o impeachment. Não havia nada que sustentasse as condenações de Moro. Apenas a vontade de quem tem muito poder e pouco apego à democracia.

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