CIA OU MOSSAD?

por Milton Temer

Reprodução - internet
De sabotagens de hotéis e áreas agrícolas produtoras de alimentos a atentados pessoais, há episódios para preencher vários milhões de gigas dos computadores da agência. Se a Cuba acrescentarmos América Latina em seu conjunto, a conta vai para dimensões incomensuráveis.

Dífícil saber qual das dois escritórios da morte tem folha corrida mais ampla nas tentativas de assassinato de líderes revolucionários em todos os pontos do planeta. E é difícil saber por que tais quadrilhas terroristas estatais continuem a gozar de tratamento normal, quase respeitoso, na mídia conservadora mundial, para além de imunidade absoluta nos tribunais internacionais concentrados em caçar autores de crimes contra a humanidade apenas entre aqueles déspotas que não gozaram do afeto e apoio da Casa Branca.

CUBA E SUAS LIDERANÇAS, em particular, merecem um arquivo especial, volumoso, à parte. De sabotagens de hotéis e áreas agrícolas produtoras de alimentos a atentados pessoais, há episódios para preencher vários milhões de gigas dos computadores da agência. Se a Cuba acrescentarmos América Latina em seu conjunto, a conta vai para dimensões incomensuráveis.

DAS ORGANIZAÇÕES de “defesa” dos Direitos Humanos sempre interessadas em ver pelo em casca de ovo nos países que não aceitam ser tratados como quintal do imperialismo americano, também não se ouve quase nada. Estão mais preocupadas em atacar o governo da Venezuela, em aliança com a desmoralizada OEA,
SOBRE O SINISTRO MOSSAD, então, a não ser na Comissão de Direitos Humanos da ONU – com sanções sempre barradas pelo voto monocrático dos Estados Unidos no Conselho de Segurança – as referências beiram o elogio pela “eficiência” de seus equipamentos tecnológicos.

MAS FICA O CONSOLO. Contra Cuba, se foram eventualmente bem sucedidos na sabotagem material, inclusive com efeitos colaterais contra turistas em hotéis atingidos, levaram um banho de bola no que se refere às tentativas de assassinato de Fidel e Raul. Fidel teve vida longa, de longas e inúmeras atividades de solidariedade internacional a povos em luta, e se despediu num cerimonial que atravessou toda a Ilha, com a população acompanhando na base de aplausos e palavras-de-ordem pela Revolução. E Raul se despede voluntariamente de suas funções no Congresso em que o PC Cubano introduz uma nova geração de dirigentes. Dirigentes que não viveram as epopéias da Sierra Maestra, mas que dela herdaram a consciência revolucionária, e a petulância sadia de não se dobrar aos desígnios da maior potência militar do mundo.

Luta que Segue!!

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