AGENDA DE LIVES DA SEMANA NAS CONVERSAÇÕES FILOSÓFICAS: 12 A 16 DE OUTUBRO, 2020

Nesta semana, as Conversações darão destaque às discussões sobre às relações entre filosofia e arte, sob prismas diversos. Também será abordada a concepção de tempo em Paul Ricœur e o tema atualíssimo das Fake News.

Confiram a agenda!

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Segunda, 12/10 – 20:00 horas

Julia Naidin tem graduação em filosofia pela PUC-Rio e Mestrado e Doutorado em Filosofa Contemporânea na UFRJ sobre a obra de Foucault e as relações entre ética, estética e política, com uma tese de doutorado dedicada a noção de “vida outra” na obra do filósofo. Sempre atuou como pesquisadora e professora. Desde 2017, se dedica a pesquisas de metodologias de ação em arte ambiental através do trabalho de produção e curadoria na “CasaDuna, centro de arte, pesquisa e memória de Atafona”, uma residência artística localizada em uma praia que vive um processo de erosão costeira. Possui pós-doutorado em Políticas Sociais na Universidade Estadual Norte Fluminense em Campos dos Goytacazes e é atriz no coletivo de teatro e performance Grupo Erosão. Desenvolve uma pesquisa por metodologia de ação questionando epistemologias e imaginários coloniais para produções de poéticas que sejam direcionadas para a vida, e sobretudo, para vidas-outras.

Terça, 13/10 – 20:00 horas

Candice Carvalho possui Graduação em Letras Clássicas (Bacharelado e Licenciatura Plena, com habilitação em Português e Grego) pela Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, Câmpus de Araraquara (2011), Doutorado em Estudos Literários pela UNESP (2016 – bolsista do CNPq) com um Estágio de Doutorado na Université Sorbonne Nouvelle/Paris 3 (2015 – bolsista do PDSE/CAPES) e formação disciplinar em Teoria Literária, Literatura Brasileira, Literatura Francesa e Filosofia pela Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Pesquisadora da obra de Guimarães Rosa, no âmbito da Iniciação Científica, tratou da representação da jagunçagem em Grande sertão: veredas e das relações entre o regional e o universal na produção do escritor (bolsista do PIBIC/CNPq). A tese de doutorado enfocou a recepção crítica de Grande sertão: veredas. Atualmente, além da literatura de Guimarães Rosa e sua fortuna crítica, pesquisa o tema da temporalidade e da narratividade na fenomenologia hermenêutica de Paul Ricoeur (Temps et Récit, 1983-1985). Entre 2010 e 2016, foi membro do Grupo de Estudos da Narrativa (GEN – UNESP/FCL Araraquara), cadastrado no CNPq. É hoje membro da Associação Ibero-Americana de Estudos Ricoeurianos (ASIER), do Centre de Recherches sur les Pays Lusophones (CREPAL – Sorbonne Nouvelle), do Grupo de Pesquisa Subjetividade, Filosofia e Psicanálise (Estudos de Filosofia Ricoeuriana – UFMS) e da Base de Pesquisa Formação da Literatura Brasileira (UFRN), ambos com cadastro no CNPq. Campos de pesquisa: Narrativa Brasileira, Teoria Literária (Teorias e Crítica da Narrativa), Historiografia e Crítica Literárias, Filosofia Francesa Contemporânea, Fenomenologia, Hermenêutica, atuando principalmente nos seguintes temas: Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas, Antonio Candido e a crítica literária no Brasil, Paul Ricoeur, Fenomenologia da Temporalidade.

Quarta, 14/10 – 20:00 horas

Rachel Cecília de Oliveira é mestre e doutora em Estética e Filosofia da Arte pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Fez mobilidade doutoral na Université Paris I – Pantheon-Sorbonne, pós-doutorado no Braude College of Engineering em Israel, em arte e tecnologia e um segundo pós-doutorado como bolsista de PNPD do Programa de pós-graduação em Filosofia da UFOP. Foi editora da revista ArteFilosofia e participou da diretoria da Associação Brasileira de Estética – ABRE – por dois mandatos. Foi professora visitante na Université Paris I – Pantheon-Sorbonne em 2019. Atualmente é professora adjunta de Teoria e História da Arte da Escola de Belas Artes da UFMG e participa do Programa de Pós-graduação em Artes da UEMG. Além disso, trabalha como crítica e curadora independente.

Quinta, 15/10 – 20:00 horas

Priscila Figueiredo falará sobre os impasses da representação da escravidão na Literatura Brasileira desde o século 19, ou melhor, sobre a dificuldade em dar representação literária ao que veio se constituir como nosso assunto grotesco por excelência e como tal passível de ser interditado, como se entre nós as prerrogativas românticas não tivessem exigido sua figuração, ao contrário do que ocorria na literatura europeia, processo bem descrito no prefácio-manifesto que Victor Hugo escreveu para a sua peça Cromwell. Tomando certa liberdade de comparação, talvez seja possível arriscar que entre nós um correspondente dessa poética tenha sido o debate entre Alencar e Nabuco, no qual este recrimina no já célebre escritor o protagonismo de escravos em duas de suas obras dramáticas. Não obstante interditos dessa ordem, que, como avisa Roberto Schwarz logo no início de seu ensaio “As ideias fora de lugar”, teriam levado a literatura brasileira a se centrar não no nexo escravista, mas na relação entre senhores e homens/mulheres pobres livres, portanto no sistema de prestação e contraprestação de favores que vinculavam essas classes, não deixou de haver tentativas de tocar literariamente nesse núcleo melindroso do trabalho compulsório e em todo o conjunto de mutilações que ele implicou para proprietários e servos. As obras em que isso se deu, no entanto, parecem recorrer a estratégias mais ou menos similares entre si. Nalgumas das mais significativas percebemos a dramatização irônica ou retórica de uma espécie de auto-inibição do narrador ou eu poético ao se aproximar dessa realidade, dramatização que visa, porém, legitimar a difícil figuração a que ele se propõe do espetáculo “infame e vil”, como dele se fala em “Navio negreiro”. Meditação, de Gonçalves Dias, escrito no início dos anos 40 do século 19, alguns poemas de Castro Alves, como o já mencionado, e Quincas Borba, de Machado de Assis, serão comparados dessa perspectiva, que não desaparecerá no século 20, como podemos identificar em Infância, de Graciliano Ramos, e A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector, por exemplo, nos quais deparamos com figuras da herança escravista.

Sexta, 16/10 – 20:00 horas

Marco Aurélio Alves é Professor Adjunto (DFIME / UFSJ); Professor Permanente (PPGFIL / UFSJ); Professor Permanente (POSDEFIL / UFOP) Lecionou anteriormente nos departamentos de filosofia da UFMG, FAJE-MG, PUC-MG, e University of Texas at Austin (EUA). Ph.D. em Filosofia pela University of Texas at Austin (EUA). Mestrado e Graduação em Filosofia pela UFMG. Trabalha com filosofia da mente e da percepção, filosofia da linguagem, epistemologia, metafísica, filosofia da ciência, lógica e ética.

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